30/01/2009

A pesca no Sorongo

Ditão e Toinzin saem de Tabuí no meio da tarde pra pescar no Sorongo. Antes de montarem cada um na sua bicicleta – que lá eles chamam de “magrela” - resolvem conferir a trenheira que tão levando.
- Uai, cumpade Toinzin, pra mode quê ocê tá levano duas capanga?
- Uai, cumpade Ditão, é que tô levano uma piguinha aí, sô! Tá bem amoitada, junto cuns papel, mode ficá bem iscundida!...
- Mas, cumpadi, nóis num tinha cumbinado num bebê mais nas nossas pescaria? É pirigoso dimais da conta, uai!
- Mas, sô! Óia aqui, ó: e vai que aparece uma cobra e pica a gente, heim! Já pensô nisso? E qual é o remédio mais mió pra disinfetamento de mordidura de cobra? Cê num sabe que é pinga, cumpade Ditão?
- Sei, mas e o quico?
- O quico? O quico é que nóis disinfeta com a pinga e toma umas talagada pra num sinti muita dô, uai!
- Ah, bão, cumpade Toinzin! Cê pensô bem, sô! E na ôta capanga, quequitem?
- Uai, cumpade Tonhão, é uma jararaca! Pode num tê cobra no disgramado do Sorongo hoje, né?
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