04/05/2013

UMA TINTA RESOLVE



Lá perto de Tabuí, bem atarracado pros meios das roças, tem um recantinho chamado Pau Amarelo, acho que numa homenagem ao ipê. Amarelo, claro. Um punhadinho de casas construídas uma ao lado da outra, junto da casa sede, bem grandona. Na verdade Pau Amarelo é um arraialzinho no meio de uma fazenda onde a viúva, dona Niquita, é a dona.
Num certo dia, assim de tardezinha, a Cidinha chegou pra mãe.
- Mãe, quero í na festa!
- Festa de quê, minina?
- Uai, mãe! Vai tê dança lá na sede pra comemorá o aniversário da dona Niquita!...
- Tá bão, fia! Cê podií mais vai dançá só com gente daqui, viu?
Foi. Doidinha para dançar essas danças doidinhas. Foi quando chegou um rapaz, pronto pra atendê-la.
- Bão dançá? – Mocinha avaliou o moço e respondeu:
- Posso não, moço. Só posso dançá com homem de pau amarelo....
- Uai, é?... Tem nada não, sá! Eu pinto!...

(Causo enviado pelo amigo Edelson Silva Pereira Lopes, de Brasília-DF)
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