26/05/2013

CORRENDO PELADO


Era dia de maratona em Formiga, lá onde mora o conterrâneo Edson Ferreira, mais conhecido como o Palhaço Rachid, e atletas e não atletas de toda região foram competir, querendo ganhar uns prêmios. Até o Marão saiu de Tabuí para Formiga, mas com outro objetivo. Tinha uma namorada na cidade e, como ficou sabendo que o marido dela estaria fora por uns dias, a corrida seria boa desculpa para dar à sua mulher e encontrar a outra amada. Passou uns dias treinando e na sua casa só se falava em maratona.
Bem na hora da corrida, chuva lá fora e Marão no quarto, nos braços da amada, quando, de repente, ouvem barulho.
- É meu marido, Marão! Pega sua roupa e pula a janela digero!... Corre home de Deus!...
Marão fica indeciso. Corpo quente da refrega, não queria tomar chuva no lombo. Mas ante a premência da situação, pensando em revólver, facas e facões, não teve jeito. Pulou a janela e caiu direto no meio dos atletas, em plena corrida. Como quem estivesse participando, Marão corre, acompanhando a turma que o olha de forma estranha. Foi quando um corredor, não resistindo à curiosidade, pergunta:
- Uai, cê corre sempre assim, pelado? – Marão se contempla e, sem graça, responde:
- Sim, colega! Gosto de ficá mais livre, uai!...
Outro corredor, para completar o assunto, aumenta o passo e entra na conversa:
- Mas pra mode quê ocê corre pelado e carregano as ropa?
- Uai, sô! É causdiquê ieu gosto, uai!...
Um terceiro corredor emparelha com os três e também entra na conversa:
- Mas ocê é muito engraçado, sô! Correno pelado, carregano as ropa e com uma camisinha aí no documento!... Ocê faz isso sempre?

       - Faço sempre não, sô! Só quando chove!... 

(Baseado em texto enviado pelo amigo Gilberto Nogueira de Oliveira, de Nazaré das Farinhas-BA)
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