15/04/2013

DIDICO FICOU SEM A COMPANHEIRA




Didico Verdinho tava preocupado com a doença da Marrapa. Foi, cheio de dúvidas, ver o médico lá em Tabuí pra quem resolveu abrir o coração.
- Pois, dotô, a Marrapa, minha companheira de muntos ano, num anda mais quereno sabê de mim, uai!... Num será quielacha qui num tô mais dano no coro? Causdiquê si o sinhô num resorvê o pobrema, eu perdo ela protro...
- Faz o seguinte, senhor Didico... Tome este remédio aqui... Vai deixar o senhor mais reforçado e mais animados praquelas horas...
Diantou foi nada. Passam uns dias e tá de volta o Didico com a mesma reclamação.
- Oquecofaço, dotô? Ela virô as costa e num quis nem sabê!... O remedim valeu de nada não, sô!...
- Senhor Didico, tenho um remédio aqui mas é forte demais da conta e a gente não o recomenda pra qualquer um, pois, o seu uso, de forma desregrada, pode até matar... Vou dar uma dose pra uma noite apenas. E vamos aguardar e ver a reação dela.
Como o Didico Verdinho não apareceu no dia seguinte para reclamar ou dar notícia, quem ficou preocupado foi o médico. À tarde, preocupação aumentada, ela resolver Ir à casa do paciente, que ficava na roça, bem a uns três quilômetros da cidade. Ao chegar ao sítio do Didico, tá ele lá vestido de preto.
- Mas, seu Didico, não é possível que sua mulher não aguentou a dose e morreu?
O Didico tava calado e calado ficou. Mas, ouvindo a conversa, vem lá de dentro a mulher do Verdinho.
- Né não, dotô, tô é muito boa e foi bão o sinhô tê vindo! Pois num há de vê o dotô que a cabritinha Marrapa morreu de repente? E até agora ninguém sabe causdiquê!...
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