10/04/2013

ZAQUEU NO RIDIJANERO




Cês num sabiam, mas foi com o Zaqueu de Tabuí que aconteceu este causo, tão conhecido por tanta gente por este país a fora chamado Minas. Quando ele foi ao Rio de Janeiro pra se engajar na Marinha, resolveu passar pela praia pra dar uma espiada no marzão.
Foi aí que “bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, caquele carção branco samba canção e sem cueca pur dibacho” começou a ser motivo de piada por parte dos nativos, os cariocas. Sem ligar nem um tiquim pras piadas e pras zombarias, Zaqueu olhou praquele lagoão e num guentô. Saiu correndo e “deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré, tomou água salgada, engoliu areia e tudo mais.”
       Quando saiu, o carção branco de pano finim tava transparente e grudadim na pele. E todo mundo na praia reparano, oiano pro tamanho do trem que o mineirim tinha. Até bem pertim do juêio... A cariocada nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo d’inveja... Só tinham olhos pro lado do Zaqueu.    Quando ele se apercebeu da situação, ficou vergonhento e encarou a turma dos machos:
       - Que qui foi, uai? Seus bobãuns... Vão dizê qui niquicêis pula na água fria, o coisim docêis num incói tamém?....
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