24/04/2013

ESMOLA QUANDO É DEMAIS...




Antõim Gotinha levantou no domingo bem cedo e foi pra missa do Padre Anacleto. Missa das seis, pois que, antigamente, até padre levantava cedo. Depois de confessar, rezar bastante e até comungar, Gotinha volta pra casa feliz da vida.
Primeira coisa que a mulher estranhou e ficou com a pulga atás da orelha, foi o marido dar-lhe um beijo cheio de sorrisos. Pensou “Rummmm!!!”. O Gotinha, não satisfeito, dá um abraço na mulher e sai dançando com ela casa adentro, circulando todos os móveis. Até que pega-a ternamente no colo e tasca-lhe mais um beijo.
- Benhêêê!... Oquecouve cocê? – pergunta-lhe Magnésia um tanto quanto emocionada.
- Hoje tô filiz, sá! Só isso! Num pode?
- Padre Anacleto andou puxano sua oreia lá na missa, é? Disse procê e pra homaiada sê mais carinhoso cas muiés? É? Fale tudo, num misconda nada, viu?...
- Não, Maguinha! Sá quequele disse? Que a gente temo qui carregá a nossa cruiz sempre com mais alegria, num sabe?
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