01/03/2009

TRAIÇÃO Á MINEIRA

   
 - Carzeduardo, sua muié tá traino ocê, sô!
     Foi assim que começou o papo do Toinzim com o amigo, cheio de dedos para dar a triste notícia. Carlos Eduardo engole em seco, dá uma respirada profunda e, como marido é o último a acreditar, duvida.
     - Magina, sô! Ela é muié séria, num faz isso não!...
     - Pois né não, sô! E sabe com quem é? É cu’Ocride... Seu cumpade. Cê sai pra trabaiá, ele chega, ela fecha a casa e os dois fica funzungano duas, treis hora!...
     - Num pode, Toinzim, ela num tem corage prisso não!
     - Pois tem, Carzeduardo! Fica de butuca quiocê vai vê a pocavergonha dos dois!
     Aí o Carlos não teve outra solução a não ser montar guarda. Fez que foi, mas não foi e ficou dentro do guarda-roupa, de butuca, vendo o movimento pelo buraco da porta empenada.
     - Ahhh, Toinzim! Cê nem magina cumé qui foi feia a coisa, sô! Que trem triste, nó!!! Niqui ele tirô a brusa dela, os peito caiu e apareceu a cabilera nos suvaco!... Tirô a carcinha carçona, caiu a barriga e a bunda dispencô. Tiro as meia, apareceu a cabilera das perna c’aquele monte de variz nas coxa... Toinzim, foi o maior vexame qu’ieu já passei, sô! Lá de den’do guarda-roupa, recurso foi tapá o zóio cu’as mão pra num vê mais aquelas coisa escandalosa... Ai, Toinzim, qui vergonha eu tô do cumpade Ocride, sô!!!...
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