12/01/2013

SÁBIO É O MACACO



     A mulher do velho Galileu, a dona Creuza, criava um macaquinho que não dava sossego às galinhas, aos porcos e estragava tudo quanto é planta do quintal. E Galileu só assuntando, buscando arrumar inimizade pro tal do bichinho a fim de que alguém desse um sumiço nele.  Por medo da mulher, Galileu não tinha coragem de dar corretivo no macaco.

     A melhor oportunidade de fazer fofoca contra o bichinho chegou quando os pés de jabuticaba estavam carregados de frutas. Galileu notou que o macaco apanhava as frutinhas, levava-as ao traseiro, comia umas e jogava outras fora. E foi bem isso que as freiras lá de Bambuí, em visita a Tabuí e à dona Creuza - mulher muito devota – viram. Notaram a pouca vergonha do macaco e foram logo reclamar pro Galileu, em forma de bronca.

     - Senhor Galileu, o senhor já viu a pouca vergonha que o seu macaco tá fazendo?

     Galileu, vendo a boa hora de criar dificuldades pro macaco e pra mulher, relacionando-os um ao outro, responde:

     - Né meu não, irmã.  É da muié...

     - Mas mesmo assim, seu Galileu... Que mau costume é esse? Cruzcredo!

     - Não, irmã!... Sabe o que qui é? É que o coitado já entupiu o rabo uma vez. E, agora, ele fica botando a frutinha no traseiro é pra medir ela inhantes de comer...

     As freiras foram embora sem se despedir. Nem pra dona Creuza deram tiau.
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